Questões sobre a Respiração dos Animais

 

1. Como os mamíferos realizam a troca gasosa durante o processo respiratório?

A - Através de pulmões com alvéolos altamente vascularizados que permitem intensa difusão de gases.
B - Por meio de traqueias segmentadas que distribuem o ar diretamente às células.
C - Utilizando brânquias externas que filtram oxigênio da água.
D - Por difusão cutânea em toda a superfície corporal úmida.
E - Mediante um sistema misto formado por pulmonetes e sifões especializados.


2. Nos répteis, qual estrutura garante maior eficiência respiratória devido à sua compartimentalização interna?

A - Saco nutritivo repleto de microvilosidades.
B - Pulmões divididos em câmaras que aumentam a superfície de contato com o ar.
C - Traqueias ramificadas ligadas diretamente aos músculos abdominais.
D - Pulmões esféricos formados por um único compartimento amplo.
E - Um conjunto de brânquias protegidas por placas dérmicas resistentes.


3. De que maneira os insetos garantem que o ar atinja diretamente seus tecidos internos?

A - Por meio de pulmões com sacos aéreos que impulsionam o ar.
B - Através de pulmões foliáceos que se expandem durante o movimento.
C - Mediante brânquias internas adaptadas ao ambiente terrestre.
D - Por difusão cutânea associada a pulmões primitivos.
E - Utilizando um sistema de traqueias que levam o ar diretamente às células.


4. Nos anfíbios adultos, qual característica torna sua respiração especialmente adaptada à vida dupla?

A - Exclusividade da respiração branquial durante toda a vida.
B - Sistema traqueal complexo semelhante ao dos insetos.
C - Dependência total da difusão cutânea sem auxílio pulmonar.
D - Utilização combinada de pulmões simples e respiração cutânea em ambientes úmidos.
E - Pulmões altamente compartimentalizados idênticos aos das aves.


5. Nas aves, qual elemento garante uma ventilação contínua e eficiente dos pulmões?

A - Presença de sacos aéreos que permitem fluxo unidirecional de ar pelos pulmões.
B - Brânquias internas protegidas por penas impermeáveis.
C - Traqueias múltiplas que se abrem diretamente no coração.
D - Pulmões reduzidos e dependentes de respiração por difusão.
E - Sifões respiratórios que retiram ar do solo durante o voo.


6. Nos anelídeos, de que forma ocorre predominantemente a respiração?

A - Através da difusão cutânea em superfície corporal úmida e bem vascularizada.
B - Por meio de pulmões simples localizados nos segmentos anteriores.
C - Utilizando traqueias distribuídas ao longo dos metâmeros.
D - Com auxílio de brânquias internas articuladas às cerdas locomotoras.
E - A partir de sifões que captam ar diretamente do substrato.


7. Como funciona o processo respiratório dos moluscos gastrópodes terrestres?

A - Respiração cutânea direta realizada apenas no pé muscular.
B - Sifões que filtram o ar e direcionam ao interior da concha.
C - Brânquias externas que permanecem permanentemente expostas ao ar.
D - Pulmonete vascularizado localizado dentro da cavidade do manto adaptado ao ambiente terrestre.
E - Traqueias segmentadas semelhantes às dos insetos.


8. Nos crustáceos aquáticos, qual estrutura é fundamental para a respiração?

A - Tecidos da carapaça que absorvem oxigênio do ar.
B - Pulmões foliáceos mantidos úmidos pela água circulante.
C - Brânquias localizadas próximas às pernas que permitem trocas gasosas constantes.
D - Traqueias internas que irrigam a musculatura abdominal.
E - Cavidade pulmonar derivada da carapaça dorsal.


9. Muitas espécies de aracnídeos apresentam geralmente qual tipo de estrutura respiratória?

A - Brânquias externas ramificadas espalhadas pelo abdômen.
B - Pulmões simples semelhantes aos dos répteis.
C - Três tubos traqueais que conduzem ar diretamente às células.
D - Pulmões foliáceos em forma de lamelas internas protegidas pelo exoesqueleto.
E - Cavidades respiratórias que utilizam água armazenada para trocas gasosas.


10. Nos cnidários, qual mecanismo possibilita a respiração?

A - Pulmões primitivos distribuídos radialmente.
B - Traqueias finas interligadas ao disco oral.
C - Brânquias internas circulares próximas aos tentáculos.
D - Sistema de sifões que bombeiam ar para o interior do corpo.
E - Difusão direta de gases através dos tecidos devido ao corpo fino e altamente hidratado.


11. Em mamíferos marinhos, como o sistema respiratório se adapta ao mergulho prolongado?

A - Aumento da capacidade pulmonar combinado ao controle do uso de oxigênio durante o mergulho.
B - Manutenção constante de respiração cutânea mesmo em ambiente aquático.
C - Utilização de sifões dorsais que capturam ar durante o nado.
D - Respiração traqueal semelhante à dos artrópodes.
E - Brânquias internas reduzidas que auxiliam em longos mergulhos.


12. Em répteis aquáticos, qual estratégia respiratória contribui para economia de energia?

A - Respiração cutânea intensa realizada apenas durante a natação.
B - Ventilação pulmonar lenta associada a longos períodos de apneia.
C - Sifões respiratórios semelhantes aos dos insetos aquáticos.
D - Traqueias altamente ramificadas que substituem o papel dos pulmões.
E - Brânquias internas que funcionam apenas em águas rasas.


13. Como os insetos terrestres regulam a entrada de ar em seu sistema de traqueias?

A - Por meio de sacos aéreos que se abrem ao ambiente dependendo do esforço físico.
B - Através de difusão contínua pelas paredes corporais.
C - Com o auxílio dos espiráculos que se abrem e fecham controlando a ventilação.
D - Pela ação das gônadas que modulam a pressão interna.
E - Com o uso de brânquias internas que retiram oxigênio de superfícies úmidas.


14. Qual característica torna a respiração dos anfíbios muito sensível à poluição hídrica?

A - Predominância de brânquias internas durante a fase adulta.
B - Utilização obrigatória de pulmões altamente compartimentalizados.
C - Dependência de difusão cutânea que exige pele úmida e permeável.
D - Traqueias longas que acumulam facilmente sedimentos.
E - Falta total de vasos sanguíneos ligados à respiração.


15. De que forma a respiração das aves favorece o voo em grandes altitudes?

A - Traqueias auxiliares que retiram oxigênio diretamente das penas.
B - Brânquias internas que funcionam mesmo com baixa pressão atmosférica.
C - Pulmões esféricos que se expandem conforme a altitude aumenta.
D - Fluxo unidirecional de ar que mantém alta eficiência na oxigenação contínua.
E - Cavidades menores que reduzem a quantidade de ar inspirado.


16. Nos anelídeos aquáticos, qual estrutura respiratória é mais comum?

A - Traqueias articuladas semelhantes às dos artrópodes.
B - Pulmões segmentados ao longo do corpo.
C - Brânquias externas ramificadas que aumentam a superfície de troca gasosa.
D - Sifões respiratórios presentes na extremidade posterior.
E - Cavidades pulmonares internas sem abertura ao ambiente.


17. Nos moluscos bivalves, como ocorre a respiração?

A - Por difusão cutânea em toda a superfície da concha.
B - Por brânquias internas que também participam da filtração alimentar.
C - Com traqueias finas distribuídas pela cavidade do manto.
D - Mediante sifões que bombeiam ar para pulmões simples.
E - Por pulmões foliáceos derivados do desenvolvimento larval.


18. Nos crustáceos terrestres, qual adaptação permite a respiração fora da água:

A - Pulmões semelhantes aos dos vertebrados.
B - Traqueias com espiráculos distribuídos pelo corpo.
C - Brânquias modificadas que precisam ser mantidas úmidas para funcionar adequadamente.
D - Sifões respiratórios que captam oxigênio do solo.
E - Cavidades pulmonares dentro do exoesqueleto.


19. Nos aracnídeos como as aranhas, qual é o papel principal dos pulmões foliáceos:

A - Controlar a temperatura interna do corpo.
B - Auxiliar a circulação sanguínea.
C - Realizar trocas gasosas por meio de lamelas sobrepostas.
D - Regular a quantidade de ar armazenado no abdômen.
E - Realizar digestão de partículas sólidas.


20. Nos cnidários medusoides, a respiração ocorre principalmente de que forma:

A - Trocas gasosas entre os tentáculos e brânquias ocultas.
B - Uso de pulmões primitivos localizados na cavidade gastrovascular.
C - Ventilação direcional provocada por músculos internos.
D - Difusão de gases pela superfície corporal em contato com a água.
E - Traqueias derivadas da ectoderme.

 

 

Gabarito comentado:

 

1 A - Os mamíferos realizam trocas gasosas por meio de pulmões dotados de alvéolos, cuja grande superfície interna e rica vascularização ampliam a difusão de oxigênio e dióxido de carbono, garantindo alta eficiência respiratória, especialmente necessária ao metabolismo endotérmico desse grupo.

2 B - Os répteis possuem pulmões divididos internamente em câmaras, o que aumenta significativamente a área disponível para trocas gasosas, compensando a ventilação menos eficiente decorrente da ausência de diafragma e contribuindo para sua adaptação ao ambiente terrestre desde o período Carbonífero.

3 E - Os insetos utilizam um sistema de traqueias que leva o ar diretamente às células, eliminando a necessidade de transporte gasoso pelo sangue e possibilitando elevada eficiência respiratória, o que favorece atividades vigorosas, como o voo, especialmente em ambientes terrestres.

4 D - Os anfíbios adultos combinam o uso de pulmões simples com a respiração cutânea, processo essencial em ambientes úmidos, já que a pele fina e vascularizada contribui de forma decisiva para as trocas gasosas, permitindo adaptação tanto à vida aquática quanto terrestre durante o ciclo vital.

5 A - As aves apresentam sacos aéreos que promovem fluxo unidirecional do ar pelos pulmões, garantindo oxigenação constante e eficiente, condição crucial para a manutenção do voo e do metabolismo elevado, inclusive em grandes altitudes onde a concentração de oxigênio é menor.

6 A - Os anelídeos realizam respiração predominantemente cutânea, dependente de uma pele úmida e bem vascularizada, o que permite trocas gasosas eficazes, característica essencial para espécies terrestres e que se mantém eficiente no contexto dos ambientes úmidos em que esses organismos se desenvolvem.

7 D - Os moluscos gastrópodes terrestres utilizam um pulmonete localizado na cavidade do manto, cuja parede altamente vascularizada funciona como um pulmão adaptado ao ar atmosférico, garantindo trocas gasosas eficazes e possibilitando a ocupação de ambientes terrestres desde o período Paleozóico.

8 C - Os crustáceos aquáticos dependem de brânquias localizadas próximas às pernas, cuja ventilação constante é favorecida pela movimentação dos apêndices locomotores, permitindo absorção de oxigênio dissolvido na água e dando suporte às atividades metabólicas desses organismos.

9 D - Muitas espécies de aracnídeos possuem pulmões foliáceos formados por lamelas internas que ampliam a superfície de contato com o ar, garantindo trocas gasosas eficientes e adequadas ao modo de vida terrestre, característica marcante desse grupo desde o surgimento dos primeiros representantes no Siluriano.

10 E - Os cnidários realizam trocas gasosas por difusão através dos tecidos, tendo em vista seu corpo delgado, hidratado e com baixa especialização interna, o que permite que o oxigênio se difunda diretamente para as células, processo coerente com a estrutura corporal simples desses animais.

11 A - Os mamíferos marinhos ampliam a capacidade pulmonar e controlam rigorosamente o uso do oxigênio durante o mergulho, armazenando-o não apenas nos pulmões, mas principalmente nos músculos e no sangue, o que permite longos períodos submersos sem necessidade de respiração aérea.

12 B - Os répteis aquáticos utilizam ventilação pulmonar lenta combinada a longos períodos de apneia, estratégia que reduz o gasto energético, permitindo que permaneçam submersos por extensos períodos, característica fundamental para espécies sem adaptações branquiais.

13 C - Os insetos regulam a entrada de ar por meio dos espiráculos, que podem se abrir e fechar para controlar a ventilação, evitando perda excessiva de água e ajustando o fluxo de ar conforme a demanda metabólica, mecanismo adequado ao ambiente terrestre e à cutícula impermeável.

14 C - Os anfíbios dependem fortemente da respiração cutânea, já que sua pele úmida e permeável é responsável por grande parte das trocas gasosas, o que os torna extremamente vulneráveis à poluição hídrica, pois substâncias tóxicas podem atravessar a pele com facilidade e comprometer o processo respiratório.

15 D - As aves mantêm fluxo unidirecional de ar pelos pulmões graças ao sistema de sacos aéreos, garantindo oxigenação contínua e eficiente mesmo em altitudes elevadas, onde a baixa pressão atmosférica dificultaria a respiração em organismos sem esse mecanismo especializado.

16 C - Os anelídeos aquáticos apresentam brânquias externas ramificadas, que aumentam a superfície de contato com a água e asseguram trocas gasosas constantes, característica essencial para espécies que vivem submersas e dependem de oxigênio dissolvido no meio.

17 B - Os moluscos bivalves utilizam brânquias internas que exercem duplo papel: são responsáveis pela filtração alimentar e pela respiração, já que sua grande superfície lamelar permite captação de oxigênio dissolvido na água, característica fundamental para seu modo de vida séssil.

18 C - Os crustáceos terrestres utilizam brânquias modificadas que precisam ser mantidas úmidas para funcionar, garantindo trocas gasosas adequadas fora do ambiente aquático, adaptação que permite explorar ambientes terrestres sem abandonar totalmente a dependência da água.

19 C - Nos aracnídeos, os pulmões foliáceos desempenham a função de trocas gasosas por meio de lamelas sobrepostas, que oferecem grande superfície interna e permitem respiração eficiente, característica especialmente relevante para espécies com baixa perda hídrica no ambiente terrestre.

20 D - Nos cnidários medusoides, a respiração ocorre por difusão de gases pela superfície corporal em contato direto com a água, processo que se torna possível devido ao corpo gelatinoso e altamente permeável, compatível com a organização simples desse grupo animal.

 

 


 

Por Tânia Cabral - Professora de Biologia e Ciências do Ensino Fundamental e Médio - graduada na Unesp, 2001.

Publicado em 27/02/2026